Um documento, elaborado por funcionários do Saae, revela detalhes sobre a operação controversa e será utilizado como base para duas denúncias já registradas no Ministério Público de São Paulo (MPSP). Nesse dossiê, funcionários relataram que, após a abertura do buraco, um dos envolvidos no processo se sentiu ameaçado, alegando ter sido pressionado durante reuniões subsequentes, o que levantou questionamentos sobre as práticas de gestão do prefeito.
De acordo com as informações contidas no dossiê, o custo da operação que culminou na gravação do polêmico vídeo ultrapassou R$ 19 mil, recursos que foram empregados na mobilização de veículos e equipes do Saae. O vídeo, que se tornou viral nas redes sociais, conseguiu mais de seis milhões de visualizações, trazendo à tona discussões sobre o uso impróprio de recursos públicos para fins de autopromoção.
O conteúdo do vídeo em questão mostra o prefeito em meio a uma cenário de obras, enquanto interage de forma cômica, inclusive empurrando uma pessoa dentro do buraco. Funcionários identificaram várias ordens de serviço fraudulentas e atendimentos que não coincidem com a realidade da operação, o que reforça a suspeita de manipulação para gerar conteúdo publicitário.
A Prefeitura de Sorocaba foi contatada para se manifestar sobre as novas alegações, mas não respondeu até a publicação deste texto. Anteriormente, a administração do prefeito tinha defendido que a abertura do buraco foi devidamente registrada como uma solicitação de serviço da autarquia para manutenção da rede de esgoto. Além disso, enviou uma imagem alegando que havia uma ordem de serviço correta para o procedimento.
Esse episódio acende um alerta sobre a utilização de recursos públicos e as responsabilidades éticas dos gestores, especialmente em tempos em que a transparência e a prestação de contas ganham cada vez mais relevância no debate público. A situação permanece em desenvolvimento e continuará sendo acompanhada de perto pelas autoridades competentes.
