Conforme informações divulgadas pela administração municipal, essa iniciativa é voltada principalmente para produtores que possuem barreiros, açudes ou barragens, que são essenciais para a criação de peixes. O programa visa não apenas o consumo familiar, mas também a possibilidade de comercialização do excedente, o que pode trazer uma fonte adicional de renda para essas famílias.
Desde o início do programa, a Prefeitura informa que já foram distribuídos mais de 2 milhões de alevinos, um número significativo que demonstra o compromisso da administração com o fortalecimento da atividade pesqueira local. Para o ano de 2026, o município planeja a distribuição de 400 mil peixes das espécies tilápia, tambaqui e carpa, uma meta ambiciosa que reflete a intenção de expandir a aquicultura na região.
Além dos 30 mil alevinos entregues recentemente, há planos para a chegada de mais 360 mil peixes nos próximos meses. Essa nova remessa será viabilizada através de parcerias com a Secretaria de Estado da Agricultura e a Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codevasf). Contudo, essa soma total de 390 mil peixes fica a 10 mil unidades abaixo da meta anual anunciada pela prefeitura, levantando questionamentos sobre a distribuição anterior desses alevinos e se houve arredondamento nas cifras divulgadas.
Enquanto isso, a matéria destaca a falta de transparência em relação a documentos essenciais, como edital, termos de doação, valores de aquisição e a lista das comunidades beneficiadas. Antes da publicação final, a Redação planeja solicitar à prefeitura uma versão detalhada sobre os critérios de seleção das famílias, o custo da etapa e a origem dos alevinos distribuídos, além de confirmar com os parceiros as quantidades e cronograma para a nova distribuição. Essas informações são essenciais para garantir a transparência e a correta aplicação dos recursos envolvidos neste importante programa de incentivo à aquicultura local.
