Prefeito Jorge Dantas persegue funcionários com demissões em Pão de Açúcar

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Prefeito, que não conseguiu lançar-se candidato face à esmagadora reprovação de sua administração e rejeição ao seu nome,  cria onda de demissões e punições a servidores que não confirmarem apoio ao seu candidato.

Já são mais de 20 os servidores demitidos ou que tiveram perdas salariais este ano na Prefeitura de Pão de Açúcar. O motivo não é a crise vivida pelos municípios brasileiros. O prefeito Jorge Dantas, do município sertanejo, determina as demissões por um único critério: quem não apoiar o candidato dele, dr. Eraldinho, está fora do serviço público ou ao menos perderá gratificações presentes no contracheque há anos.

Um professor, que preferiu não se identificar com medo de mais perseguição, informou à reportagem que ainda em fevereiro a caça às bruxas começou. Assessores do prefeito passaram a questionar a ‘fidelidade’ dos servidores à gestão do prefeito e o apoio ao candidato da situação. Aqueles professores que não confirmaram entrar na campanha tiveram redução de carga horária.

Outro tipo de perseguição é o do sobrenome. Basta ser familiar de algum adversário e a porta da rua passa a ser serventia da casa. Jorge Dantas é implacável contra servidores que até pouco tempo eram responsáveis por setores essenciais aos cidadãos de Pão de Açúcar. Se o cargo era comissionado, a exoneração chegava sem explicação ou causa.

No município do Sertão alagoano, não há dúvida: a prefeitura que deveria ser do povo, agora tem posseiro. E ele não está com vontade de tirar as garras da gestão municipal.

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