Atualmente, muitos desses imóveis já operam como garagens para empresas de transporte, incluindo nomes como Braso Lisboa, Transportes Campo Grande, Pavunense, Viação Novacap e Auto Viação Jabour. Além disso, a lista inclui propriedades de empresas como Real e Vila Isabel, que encerraram suas atividades este ano.
O secretário municipal de Transportes, Jorge Arraes, destacou que esta medida está alinhada com o novo modelo de concessão de linhas de ônibus na cidade. O contrato assinado em 2010 organizou as empresas em quatro consórcios (Internorte, Intersul, Santa Cruz e Transcarioca), que, na época, eram responsáveis pela bilhetagem eletrônica, fiscalização e manutenção de garagens próprias, com suas receitas oriundas das tarifas cobradas das viagens.
Com as mudanças planejadas, as linhas de ônibus serão divididas em 32 lotes, cada um vinculado a uma garagem. As operadoras vencedoras do processo licitatório terão a responsabilidade de adaptar e manter esses imóveis, além de proporcionar espaços para estacionamento e escritórios.
Outra grande mudança envolve a forma de remuneração das empresas de transporte. No novo modelo, a prefeitura pagará conforme a quilometragem rodante, enquanto as empresas se responsabilizarão apenas pelo fornecimento de ônibus. Esses veículos terão que atender a um rigoroso padrão, incluindo características como zero quilômetro, acessibilidade, ar-condicionado e tecnologia de informação integrada, como GPS e câmeras de monitoramento.
Arraes esclareceu que, através do referido decreto, foram analisadas as 32 áreas designadas para as garagens e que não há planos para a mudança de terrenos em decretos futuros. Até o momento, o processo de desapropriação de três dessas áreas já foi concluído. Os imóveis em questão pertenciam à extinta empresa Palmares, e a nova destinação contemplará a Comporte Participações SA, que foi a vencedora nas duas primeiras licitações para operar linhas na Zona Oeste, com início previsto para o segundo semestre deste ano.
Essas medidas representam um passo significativo na reestruturação do transporte público da cidade, com o objetivo de oferecer um serviço mais eficiente e acessível para a população carioca.
