Segundo informações obtidas por dois servidores municipais que preferiram não se identificar, um dos camarotes teria sido patrocinado pela Vaidebet. A rapidez na realização da ação sem o devido processo legal tem levantado preocupações sobre a legalidade do financiamento e o uso transparente dos recursos públicos.
Além disso, as suspeitas são reforçadas pelo fato de que a Vaidebet teria arcado com os custos de 27 linhas de ônibus que transportavam pessoas para o Jaraguá. A decisão foi anunciada pelo prefeito JHC em caráter emergencial, apenas um dia após o início do festival, o que gerou ainda mais questionamentos sobre a forma como o patrocínio foi realizado.
A falta de publicação de um edital que permita qualquer empresa privada ou pessoa física patrocinar o evento vai contra a Lei Municipal nº. 7.370, de 08 de maio de 2023, e o Decreto nº. 9.422, de 09 de maio, ambos de autoria do prefeito JHC. Essas legislações estabelecem a necessidade de divulgação do patrocínio por meio de um edital de chamada pública.
Ainda assim, o decreto permite que manifestações de interesse em patrocinar o evento sejam feitas a qualquer momento, sem seguir os procedimentos legais estabelecidos. Essa aparente falta de conformidade com os requisitos legais tem gerado preocupações sobre a legalidade do processo de patrocínio.
As críticas não param por aí. O Sindicato dos Artistas e Técnicos de Alagoas (Sated/AL), representado por Dudu Nogueira, denuncia a criação de uma estrutura extravagante destinada exclusivamente a JHC e seus convidados VIP. Imagens obtidas por Nogueira e divulgadas nas redes sociais do prefeito e da primeira-dama evidenciam uma clara disparidade entre a experiência VIP e o público em geral, com direito a banheiros de luxo, comida e bebida à vontade.
Diante das suspeitas de uso indevido de recursos públicos e falta de transparência no financiamento do evento, muitos clamam por uma investigação aprofundada para esclarecer as irregularidades levantadas.





