Preços do café robusta atingem níveis de oscilação não vistos desde 2008, impulsionados por preocupações com fornecimento global do grão.

Os preços do café robusta, também conhecido como conilon, estão enfrentando alta volatilidade devido a preocupações com o fornecimento global do grão. A commodity teve uma notável alta nos contratos futuros neste ano, atingindo níveis de oscilação não vistos desde 2008.

O principal motivo por trás da valorização do café está ligado às dificuldades na produção cafeicultora do Vietnã, o segundo maior produtor do mundo após o Brasil, que está sofrendo com uma seca severa. No Brasil, o preço ao consumidor do café no varejo já está subindo acima da inflação.

Na última semana, os futuros das negociações do café atingiram um novo recorde, com o café robusta subindo 0,12% para US$ 4.241 por tonelada na cotação em Londres. A commodity teve uma valorização de 39% no ano, sendo influenciada pela situação no Vietnã.

Os gestores de fundos aumentaram suas apostas no café robusta para o nível mais alto em cinco semanas, devido às preocupações sobre a oferta do produto. A volatilidade no preço do café nos últimos sessenta dias ultrapassou os 40%.

Apesar das incertezas, a chefe de pesquisa da consultoria Sucden Financial, Daria Efanova, aponta que a perspectiva de longo prazo para o café é moderadamente otimista, com o clima sendo o fator predominante na análise da safra.

No Brasil, país que é o maior produtor de café do mundo, a Colheita deve registrar um aumento de 6,8% em 2024, segundo a Conab. No entanto, o preço do café moído no varejo já acumula alta de 5,17% no ano, acima da média geral de 0,38%.

Os Estados Unidos e a Alemanha são os principais compradores de café brasileiro, com os americanos sendo o destino de 17,5% das exportações do grão nos primeiros quatro meses de 2024. Em 2023, o Brasil exportou 323 milhões de toneladas de café para os EUA, seu principal mercado.

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