O principal motivo por trás da valorização do café está ligado às dificuldades na produção cafeicultora do Vietnã, o segundo maior produtor do mundo após o Brasil, que está sofrendo com uma seca severa. No Brasil, o preço ao consumidor do café no varejo já está subindo acima da inflação.
Na última semana, os futuros das negociações do café atingiram um novo recorde, com o café robusta subindo 0,12% para US$ 4.241 por tonelada na cotação em Londres. A commodity teve uma valorização de 39% no ano, sendo influenciada pela situação no Vietnã.
Os gestores de fundos aumentaram suas apostas no café robusta para o nível mais alto em cinco semanas, devido às preocupações sobre a oferta do produto. A volatilidade no preço do café nos últimos sessenta dias ultrapassou os 40%.
Apesar das incertezas, a chefe de pesquisa da consultoria Sucden Financial, Daria Efanova, aponta que a perspectiva de longo prazo para o café é moderadamente otimista, com o clima sendo o fator predominante na análise da safra.
No Brasil, país que é o maior produtor de café do mundo, a Colheita deve registrar um aumento de 6,8% em 2024, segundo a Conab. No entanto, o preço do café moído no varejo já acumula alta de 5,17% no ano, acima da média geral de 0,38%.
Os Estados Unidos e a Alemanha são os principais compradores de café brasileiro, com os americanos sendo o destino de 17,5% das exportações do grão nos primeiros quatro meses de 2024. Em 2023, o Brasil exportou 323 milhões de toneladas de café para os EUA, seu principal mercado.





