Além desse aumento, o custo médio das passagens aéreas também sofreu uma leve alta, alcançando R$ 660,54 em junho, o que representa um aumento ajustado pela inflação de apenas 0,3% em relação ao mesmo período de 2022, quando o valor médio era de R$ 658,24. Esse contexto econômico, embora preocupante, não impediu um crescimento na comercialização de assentos. Em junho, foram vendidos 2,651 milhões de bilhetes, um aumento em relação aos 2,550 milhões de assentos comercializados em junho de 2022.
Diante desse cenário adverso, o governo brasileiro anunciou, em abril, um pacote de medidas destinadas a amenizar os efeitos da alta nos combustíveis sobre os usuários e as companhias aéreas. As iniciativas incluem a isenção de contribuições para PIS/Cofins, a oferta de linhas de crédito para capital de giro e investimentos, além da suspensão temporária de tarifas de navegação aérea pagas ao Comando da Aeronáutica, entidade responsável pelo controle do tráfego aéreo no país.
O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, destacou que essas intervenções têm sido efetivas na estabilização dos preços das passagens aéreas, ressaltando que, apesar do crescimento no custo do combustível, não houve um correspondente aumento no valor das tarifas para os consumidores. Ele não descartou a possibilidade de prorrogação dessas medidas, especialmente se a situação de conflito no Oriente Médio perdurar, afirmando que “se houver evidência da necessidade, estaremos abertos a prorrogar”.
As ações governamentais visam garantir a continuidade das operações aéreas e minimizar a pressão inflacionária sobre os passageiros, o que é crucial em um momento onde os desafios globais impactam diretamente a economia interna.





