PPGAS da Ufal: 11 Anos de Inclusão e Avanços nas Ações Afirmativas na Pós-Graduação em Antropologia.

Em 2023, o Programa de Pós-Graduação em Antropologia da Universidade Federal de Alagoas (PPGAS) celebra seu décimo primeiro ano de existência. Desde sua fundação em 2015, o programa tem se destacado na formação de profissionais qualificados em Antropologia, voltando-se especialmente para bacharéis e licenciados em Ciências Sociais. Além de atender a este público, o PPGAS também é uma opção para profissionais de áreas afins que buscam aprofundar suas capacidades teóricas e metodológicas.

Uma das marcas registradas do PPGAS é a implementação de uma política de ações afirmativas, que desde 2016 tem ampliado o acesso ao curso. Um levantamento interno revelou que, entre 2021 e 2024, a diversidade na composição discente aumentou consideravelmente. Em 2021, apenas três alunos negros e um indígena foram aprovados, enquanto em 2024, o número de estudantes negros saltou para seis, evidenciando um aumento de mais de 40% de cotistas entre os novos alunos.

A estruturação de ações afirmativas no PPGAS visa assegurar que 60% das vagas oferecidas sejam destinadas a grupos historicamente marginalizados, incluindo pretos, pardos, indígenas, quilombolas, além de trans, pessoas com deficiência e servidores. A coordenadora do programa, Silvia Martins, destaca que essa política é fruto de um esforço coletivo, envolvendo tanto docentes quanto discentes, e todos os processos seletivos são baseados em critérios rigorosos, validados por instâncias superiores da universidade.

O PPGAS se destaca ainda pela quantidade de mestres formados ao longo de sua existência, com 74 alunos graduados, muitos dos quais têm sido aceitos em programas de excelência no Brasil. Essa rede de egressos e a crescente inclusão entre estudantes cotistas, especialmente mulheres negras, são evidências do impacto positivo do programa, não apenas em Alagoas, mas também em níveis nacional e internacional.

Além da formação acadêmica, o programa incentiva a incorporação de ações de extensão, promovendo parcerias entre os setores público e privado, e sendo avaliado como “Muito Bom” na recente Avaliação Quadrienal da Capes no critério de adequação das dissertações defendidas. O PPGAS tem um compromisso contínuo com a qualidade, buscando uma reavaliação que possa elevar sua nota.

Os relatos dos alunos, como o da mestranda Júlia Góes Ferreira Barbosa, revelam que as políticas de inclusão têm facilitado o acesso e permanência de grupos minoritários na academia, promovendo um ambiente mais diversificado. Ela enfatiza a importância das cotas, que não apenas garantem a entrada, mas também acessos a bolsas que possibilitam a dedicação total ao percurso acadêmico.

O mestrado, que nasceu da contribuição de docentes como Evaldo Mendes e Cláudia Mura, continua a buscar uma formação crítica e eficiente, preparando os alunos para atuarem em diferentes contextos, seja na pesquisa acadêmica ou no setor público e privado. Essa atuação é corroborada pela participação do PPGAS em eventos de premiação e pela publicação de dissertações e artigos que solidificam seu reconhecimento na Antropologia.

Além disso, a colaboração internacional com universidades renomadas, como a Ghent University na Bélgica e a Western University no Canadá, demonstra a relevância global do trabalho desenvolvido. Com um enfoque na pesquisa etnográfica, o PPGAS busca não apenas gerar conhecimento, mas também aplicá-lo em contextos práticos que beneficiem a sociedade como um todo.

Assim, à medida que o PPGAS avança, ele reafirma seu papel fundamental na formação de uma nova geração de antropólogos, comprometidos com a equidade social e racial, e de olho em um futuro onde a diversidade e a inclusão são pilares centrais na educação superior.

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