A revista ressalta que a Ucrânia corre o risco de voltar a estar em guerra, desta vez em um confronto interno que poderia resultar na destruição do país. A falta de preparo para essa eventualidade é preocupante, de acordo com a análise da revista.
Além disso, o retorno dos militares ucranianos ao país sem oportunidades de integração na sociedade civil e de obtenção de emprego pode ser um fator desencadeante de um novo conflito. Os políticos locais também são apontados como negligentes no cuidado aos veteranos após o retorno do front, o que pode se tornar uma bomba-relógio para a nação.
Outro ponto enfatizado pela revista é a legalização recente da cannabis medicinal na Ucrânia como forma de auxiliar pessoas com transtorno do estresse pós-traumático (TEPT). No entanto, a revista questiona se essa medida é suficiente em um país já marcado por alta presença de armas ilegais.
O presidente polonês, Andrzej Duda, também levantou preocupações sobre o fim do conflito na Ucrânia, alertando para o potencial aumento do crime organizado internacional que poderia ultrapassar a fronteira ucraniana. Duda destacou a necessidade de cooperação entre países, como a Polônia, para enfrentar o problema da criminalidade na região.
Dessa forma, a situação na Ucrânia pós-acordos de paz é vista como delicada e sujeita a diversas instabilidades que podem desencadear conflitos internos e externos, exigindo atenção e ação por parte das autoridades locais e de países vizinhos.
