O encerramento da votação ocorreu às 20h, no horário local, o que corresponde às 17h em Brasília. Com uma participação de cerca de 46% dos mais de 11 milhões de eleitores habilitados, a eleição também permitiu que cidadãos brasileiros residentes em Portugal, que possuem direitos políticos iguais, exercessem seu direito ao voto.
O segundo turno está agendado para 8 de fevereiro, um momento que promete ser intenso, dado o contexto político do país. O atual presidente, Marcelo Rebelo de Sousa, que representa a centro-direita, foi reeleito duas vezes e deixará o cargo em março. Seu papel, embora majoritariamente cerimonial, lhe confere algumas prerrogativas significativas, como o comando das Forças Armadas e a capacidade de dissolver o Parlamento e convocar novas eleições.
Além dos dois candidatos principais, outros competidores participaram da corrida. João Cotrim de Figueiredo, do partido Iniciativa Liberal, ficou em um distante terceiro lugar, com 15,5% dos votos, enquanto Henrique Gouveia e Melo, um candidato independente, obteve 12,2%. O cenário eleitoral atual reflete um panorama diversificado, onde a ascensão de novas forças, como o partido de Ventura, Chega!, que já alcançou 22,8% dos votos nas últimas legislativas, altera o equilíbrio de poder no país.
Conforme as pesquisas de opinião, António José Seguro é visto como favorito para o segundo turno, muito em função da elevada rejeição ao candidato Ventura, que já se notabilizou nas eleições presidenciais de 2021 ao obter 11,9% dos votos.
A presidência em Portugal possui um mandato de cinco anos, com direito à reeleição, e a expectativa agora gira em torno de como se desenrolará essa nova paginação política em um cenário que se promete cada vez mais competitivo.
