Montenegro expressou admiração pelo esforço do Brasil sob a liderança de Lula no processo de negociação do acordo. Ele manifestou a intenção de Portugal em se estabelecer como um parceiro estratégico para o Brasil, especialmente no que diz respeito à inserção do país na economia europeia. Além disso, Montenegro reconheceu o importante papel que o Brasil desempenha para as empresas portuguesas que operam no território brasileiro, o que se traduz em uma relação mutuamente benéfica.
Durante sua fala, o primeiro-ministro também abordou a questão da imigração, destacando que, apesar de algumas situações de conflito que podem ocorrer, os imigrantes brasileiros têm se comportado de maneira geral adequada em Portugal. Ele expressou interesse em receber mais cidadãos brasileiros, justificando que pequenos “focos de perturbação” são fenômenos comuns que também podem afetar comunidades portuguesas em outros países.
Além de questões econômicas, Montenegro agradeceu ao Brasil pelo apoio à candidatura de Portugal ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, manifestando o desejo de que o idioma português seja reconhecido como uma língua oficial da ONU. Essa proposta evidencia o objetivo de fortalecer a presença cultural e política de Portugal em um cenário internacional cada vez mais dinâmico.
Montenegro enfatizou a importância de parcerias, tanto comerciais quanto militares, e reforçou sua intenção de promover uma união mais estreita entre as economias de Portugal e Brasil. “A ligação entre Portugal e o Brasil é fundamental para reerguer a ordem mundial”, concluiu, sublinhando a relevância dessas relações no atual contexto global.







