O relatório destaca a contribuição significativa dos imigrantes mexicanos, que, independentemente de seu status migratório, foram responsáveis por quase US$ 792 bilhões desse total. Por sua vez, aqueles nascidos nos Estados Unidos, mas de origem mexicana, contribuíram com mais de US$ 1,3 trilhão. Juntas, essas contribuições representam mais da metade da economia latina nos EUA, que é estimada em impressionantes US$ 4,2 trilhões. Esse número é comparável ao da Alemanha, destacando a relevância econômica deste grupo no cenário global.
A pesquisa também toca em pontos que podem potencialmente alavancar ainda mais essa força econômica. Especialistas apontam que a revisão das políticas de imigração poderia criar um ambiente mais favorável ao crescimento econômico, além de promover maior integração entre o México e os Estados Unidos. Se consideradas políticas mais inclusivas e colaborativas, as possibilidades de crescimento parecem promissoras, não apenas para os indivíduos envolvidos, mas para a economia dos dois países.
Raúl Hinojosa Ojeda, chefe do Departamento de Estudos Chicanos e Centro-Americanos na UCLA, expressou preocupações sobre as políticas atuais, caracterizando a estratégia de deportação em massa como um “desastre econômico autoinfligido”. Segundo ele, essa abordagem pode ser ainda mais prejudicial do que uma guerra comercial, sinalizando que o tratamento desumano e a restrição da imigração podem ter consequências desastrosas para o progresso econômico tanto dos imigrantes quanto das nações envolvidas.
Dessa forma, fica claro que o grupo de origem mexicana não apenas desempenha um papel crucial na economia dos Estados Unidos, mas também possui um potencial que, se bem direcionado, pode gerar benefícios substanciais para toda a região.
