De acordo com os dados levantados, aproximadamente 64% da população concorda em liberar terroristas com histórico de violência como parte de um acordo de reféns. Além disso, cerca de 55% dos israelitas acreditam que as demandas do Hamas podem ser aceitas, pois confiam na capacidade de Israel de retomar as hostilidades posteriormente.
No entanto, apesar do apoio à possibilidade de troca de prisioneiros por reféns, a pesquisa também revelou que cerca de 59% dos entrevistados se opõem a um “acordo de libertação parcial”. Além disso, a maioria esmagadora da população, incluindo 73%, rejeita a ideia de permitir que o Hamas permaneça no poder.
Os resultados da pesquisa também destacaram as divisões políticas presentes na sociedade israelense. Enquanto os entrevistados de direita e centro-direita manifestaram oposição à retirada das Forças de Defesa de Israel de Gaza, aqueles da esquerda e centro-esquerda demonstraram apoio a essa medida.
Em relação ao cenário atual de conflito, vale ressaltar que as tensões foram intensificadas pelo ataque coordenado do Hamas a diversas comunidades israelenses, resultando em um elevado número de vítimas e reféns. Como consequência, Israel declarou guerra ao grupo e lançou ataques contra Gaza, resultando em um número alarmante de mortos e feridos.
Diante desse contexto de violência e polarização, instâncias internacionais como a Rússia têm instado tanto Israel quanto o Hamas a buscarem um cessar-fogo e a trabalharem em direção a uma solução de dois Estados, reconhecida pela ONU como a melhor forma de alcançar uma paz duradoura na região.





