Com passagens reembolsadas, o valor despendido parece não ser uma preocupação para esses deputados. Hugo Leal, por exemplo, desembolsou R$32,1 mil apenas em bilhetes para ir a Nova Iorque. Outro caso curioso foi o de Eduardo da Fonte (PP-PE) e seu filho Lula da Fonte (PP-PE), que desfrutaram de uma viagem de três dias à Venezuela em maio, ao custo de R$28 mil.
O deputado Orlando Silva (PCdoB-SP) realizou três “missões oficiais” na Europa, visitando a Espanha duas vezes e Portugal uma vez. Já Zé Vitor (PL-MG), que passeou pelos Estados Unidos, França, Itália, Azerbaijão e Cuba, foi o parlamentar que mais onerou os cofres públicos, gastando um total de R$78,9 mil em suas “missões”.
Além das polêmicas envolvendo os gastos com viagens internacionais, uma advogada ligada ao Partido dos Trabalhadores (PT) chamou a atenção ao encabeçar uma ação na Justiça contra o soldado de Israel Yuval Vagdani. Maíra Pinheiro, que fez doações para a campanha de uma candidata petista em 2020 e posteriormente foi contratada para trabalhar em outra campanha em 2022, levanta questionamentos acerca de possíveis interesses políticos por trás do processo.
Enquanto isso, nos bastidores políticos, especula-se sobre possíveis mudanças na Caixa Econômica Federal com a saída de Arthur Lira da presidência da Câmara. A expectativa é de que o marqueteiro Sidônio Palmeira assuma o cargo de Secretário de Comunicação em breve, em meio às previsões de aumento da inflação para 2027. Esta, e outras movimentações políticas, agitam os corredores do poder em Brasília.
