Aquino destaca que, em momentos passados, houve episódios de violência política e eleitoral que impactaram a sociedade brasileira. Ela menciona a figura do jornalista e político Carlos Lacerda, conhecido por sua oposição ferrenha a Getúlio Vargas, e o pleito de 1989, marcado por intensos confrontos entre os participantes. No entanto, o grande diferencial da atualidade é a massiva divulgação dessas ações violentas através das mídias tradicionais e das redes sociais.
A professora ressalta que, apesar das similaridades históricas, o contexto atual apresenta particularidades que potencializam a disseminação da violência política. A transmissão direta pela TV e a presença das redes sociais amplificam os embates e expõem de forma exacerbada os atritos entre os atores políticos.
Um exemplo recente dessa agressividade foi o debate eleitoral entre José Luiz Datena (PSDB) e Pablo Marçal (PRTB), que culminou em uma agressão física. A situação evidenciou a necessidade de combater comportamentos agressivos no ambiente político, segundo Aquino. Ela aponta a falta de utilização de recursos simples, como cortar a palavra de candidatos que proferem ofensas, como uma medida que poderia reduzir os episódios de violência observados atualmente.
Portanto, a análise da professora Maria de Aparecida Aquino destaca a recorrência da violência política na história do Brasil, mas ressalta a importância de medidas preventivas para conter a escalada da agressividade no cenário eleitoral contemporâneo.





