POLÍTICA – Vereadores e secretário em Palmares do Sul são suspeitos de desviar doações para vítimas da tragédia ambiental no RS.

Quatro autoridades de Palmares do Sul, no litoral norte do Rio Grande do Sul, estão sob suspeita de desvio de doações destinadas às vítimas da tragédia ambiental que afetou mais de 2,3 milhões de pessoas em 476 municípios gaúchos após o final de abril. Os envolvidos são três vereadores e um secretário municipal, que estão sendo investigados na chamada Operação Desvio.

O presidente da Câmara Municipal, Sérgio Gil, do partido PDT, confirmou à imprensa no último domingo que os vereadores Filipe Lang, do PT, Manoel Antunes, do PL, e Polon de Oliveira, da União Brasil, juntamente com o secretário municipal de Administração, Rodrigo Machado Martins, são alvos das investigações. A operação, realizada em duas fases, contou com apoio da Polícia Civil e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público estadual.

Na primeira etapa da ação, quatro mandados de busca e apreensão foram cumpridos e produtos doados por entidades de outras regiões do país foram apreendidos. Já na segunda fase, mais 11 mandados foram cumpridos, incluindo em endereços relacionados a Lang e Polon, que são pré-candidatos a cargos políticos no pleito municipal deste ano.

As denúncias contra os investigados incluem apropriação indébita, peculato e associação criminosa, com suspeitas de desvio de donativos para fins eleitorais. O promotor Mauro Rockenbach destacou que parte das doações foi encaminhada para famílias não afetadas pela tragédia, comprovando desvios. Durante as operações, foram apreendidos donativos, uma quantia em dinheiro, telefones celulares, documentos, uma arma de fogo sem registro e munições.

O presidente da Câmara Municipal afirmou que solicitará informações ao Ministério Público para embasar novas medidas e que, se necessário, haverá pedidos de cassação de mandato. Os vereadores investigados afirmam ser inocentes e que estão sendo alvo de ataques políticos em ano eleitoral. A situação segue em investigação para esclarecer os fatos e as possíveis medidas legais a serem adotadas.

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