Uma das inovações do sistema brasileiro é que a contagem dos votos inicia-se diretamente nas seções eleitorais. Assim que a votação encerra, a urna eletrônica registra os resultados e imprime um boletim de urna, que lista os votos recebidos por candidatos e partidos. Uma cópia deste documento é fixada no local, e os resultados também são posteriormente conferidos na divulgação oficial feita pela Justiça Eleitoral.
De acordo com Valente, os arquivos que contêm os resultados da votação são retirados das urnas e transmitidos por meio de canais criptografados. Antes de serem incorporados à totalização, esses dados passam por rigorosas verificações, assegurando sua origem e a autenticidade por meio de assinaturas digitais. O secretário destacou que o processo vai além de simplesmente somar os votos: “tudo é verificado”, afirmou.
Ele também ressaltou a possibilidade de supervisão por parte de partidos políticos, candidatos e instituições fiscalizadoras, que têm acesso a várias fases do processo. O sistema atual disponibiliza uma ampla gama de oportunidades para auditoria, algo que é considerado crucial para a confiabilidade do sistema eleitoral.
Outro aspecto abordado por Valente foi a biometria, que atua como uma camada adicional de segurança, garantindo que apenas eleitores identificados possam acessar a urna. Caso surjam complicações na identificação biométrica, os mesários têm a opção de permitir a votação, com o procedimento sendo devidamente registrado.
Em relação a possíveis questionamentos sobre os resultados, Valente afirmou que, se forem apresentados indícios que justifiquem uma recontagem, as urnas e os registros digitais dos votos permanecerão lacrados e preservados para auditorias.
O secretário também comentou sobre o voto impresso, abordando que a implementação do modelo reivindicado foi considerada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal. Ele lembrou uma experiência anterior, em 2002, quando a introdução de impressoras no processo eleitoral resultou em falhas técnicas significativas.
Valente defendeu que a participação de partidos e instituições na fiscalização é fundamental para consolidar a confiança no processo. Segundo ele, o sistema eleitoral brasileiro é um dos mais seguros e modernos do mundo.
Em resposta a críticas sobre a segurança das urnas eletrônicas, Valente destacou a ausência de fraudes comprovadas desde a adoção desse sistema em 1996, ressaltando que ele substituiu um modelo anterior, que apresentava registros de fraudes documentados. Com quase três décadas de integridade, a possibilidade de auditoria e fiscalização contínua se destaca como um dos principais instrumentos de segurança do sistema eleitoral. Atualmente, o Brasil oferece 40 oportunidades para a supervisão e verificação, solidificando a confiança na lisura da votação e da contagem dos votos.




