A anulação dos 97.822 votos que Bacellar recebeu terá um impacto significativo na composição da Alerj, exigindo uma reconfiguração nas vagas disponíveis entre os partidos e federações. Bacellar foi acusado de utilizar recursos da Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do RJ (Ceperj) para fins eleitorais, o que resultou em sua cassação. O TSE também decidiu tornar inelegíveis o ex-governador Cláudio Castro e o ex-presidente da Ceperj, Gabriel Rodrigues Lopes.
Recentemente, a presidente em exercício do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, desembargadora Suely Lopes Magalhães, anulou a votação que elegeu Douglas Ruas (PL) como presidente da Alerj. Segundo a magistrada, o processo de eleição na casa legislativa só poderia ser iniciado após a recontagem dos votos pelo TRE, uma vez que esta retotalização é essencial para definir a composição oficial do colégio eleitoral apto a participar da escolha do novo líder da Alerj.
A desembargadora destacou que a decisão do TSE deve ser integralmente cumprida para evitar interferências tanto na nova eleição quanto na definição do sucessor interino do governo estadual, especialmente após a renúncia de Cláudio Castro. Desde maio de 2025, o Rio de Janeiro está sem vice-governador desde a saída de Thiago Pampolha, que assumiu uma posição no Tribunal de Contas do Estado (TCE). Isso fez com que Rodrigo Bacellar se tornasse o primeiro na linha sucessória, antes de sua prisão e subsequente cassação.
Com a renúncia de Castro, que buscava uma vaga no Senado, o comando do Executivo do Rio é agora realizado interinamente pelo presidente do Tribunal de Justiça, Ricardo Couto de Castro. A situação é delicada, pois a Alerj precisa se reorganizar completamente diante das implicações da cassação de Bacellar e das ações judiciais que têm moldado o cenário político atual. Essa recontagem de votos, portanto, é um passo fundamental para a estabilidade política no estado.
