O PSD, partido que tem como um de seus líderes o ex-prefeito do Rio, Eduardo Paes, questiona a legitimidade da eleição indireta, na qual seriam os deputados estaduais a escolher o novo governador, ao invés do eleitorado. Essa disputa se intensificou após Paes deixar a prefeitura no dia 20 de outubro, em preparação para a sua candidatura ao governo em um pleito que ocorrerá em outubro de 2026.
Zanin ponderou que sua decisão estava alinhada ao princípio da soberania popular, que, de acordo com o artigo 14 da Constituição Federal, deve ser exercida por meio de votação direta e secreta. O ministro acentuou que a renúncia do governador Cláudio Castro, ocorrida em 23 de outubro, parecia ser uma manobra para contornar a Justiça Eleitoral, excluindo o eleitor de um processo fundamental.
Embora outras decisões do STF tenham validado a eleição indireta em questões anteriores, Zanin argumentou em favor de sua suspensão, visando garantir a segurança jurídica e permitir que a corte examine a situação com a devida profundidade. O julgamento final sobre a questão agora aguarda análise no plenário do Supremo.
Enquanto isso, a presidência do governo fluminense será temporariamente ocupada por Ricardo Couto de Castro, presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, até que a situação seja resolvida. Desde maio de 2025, o estado enfrentava um vácuo de liderança, após a saída do vice-governador e a prisão do ex-presidente da Assembleia Legislativa, Rodrigo Bacellar, em uma investigação da Polícia Federal relacionado a organizações criminosas.
A crise política se agrava à medida que os desdobramentos sistêmicos relacionados à renúncia de Castro provocam uma série de desarranjos no governo e na политическая estrutura do estado. A expectativa é que a situação seja esclarecida rapidamente para evitar maiores complicações e preservar a estabilidade institucional do Rio de Janeiro.






