POLÍTICA – Senado aprova programa “Gás do Povo” que garante gratuidade do botijão de gás para famílias de baixa renda no Brasil, beneficiando 15 milhões de lares.

Na sessão plenária desta terça-feira (3), o Senado Federal aprovou uma importante medida provisória que institui o programa Gás do Povo, uma iniciativa voltada para a população de baixa renda. O programa assegura, a partir de agora, a gratuidade do botijão de gás de cozinha, no peso de 13 quilos, para famílias registradas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal, desde que sua renda per capita não ultrapasse meio salário mínimo.

A rapidez na aprovação da MP, que deve ser sancionada pelo presidente da República, reflete a urgência da questão social que enfrenta o país. Tanto a Câmara dos Deputados quanto o Senado deliberaram sobre o assunto em menos de 24 horas, uma demonstração clara de que as questões relacionadas à redução das desigualdades e ao fortalecimento da coesão social estão entre as prioridades dos legisladores. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, ressaltou a importância desse projeto para a melhoria da qualidade de vida da população mais vulnerável e expressou esperança de que o benefício chegue rapidamente às mesas e lares daqueles que mais necessitam.

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Assistência Social, Família e Combate à Fome, o programa Gás do Povo deve entrar em funcionamento pleno em março, com expectativa de atender cerca de 15 milhões de famílias. O principal objetivo é combater a pobreza energética, que se refere à dificuldade de acesso a serviços básicos de energia, como iluminação, aquecimento, refrigeração e, claro, o gás para cozinhar. O programa será integrado nas capitais do país através de mais de 10 mil revendedoras credenciadas.

Vale destacar que o Gás do Povo substitui o Auxílio Gás, que estava em vigor e permitia a compra de um botijão a cada dois meses para aproximadamente 4,4 milhões de famílias. Com a nova iniciativa, as famílias terão direito a até quatro recargas gratuitas de botijão por ano, dependendo da composição familiar. Famílias menores, com duas a três pessoas, terão direito a quatro recargas, enquanto famílias maiores, com quatro ou mais integrantes, terão direito a seis.

Além disso, a proposta traz inovações como a inclusão de uma nova modalidade voltada para a instalação de sistemas que promovam a baixa emissão de carbono e a geração de gás metano a partir de restos de alimentos, uma medida que contempla áreas rurais e cozinhas comunitárias. O regulamento para essa nova vertente ainda precisa ser definido pelo governo.

O texto também estabelece prioridades para a concessão do auxílio, favorecendo famílias que enfrentaram desastres, aquelas que possuem mulheres vítimas de violência sob medidas protetivas, e membros de comunidades tradicionais, como indígenas e quilombolas, entre outros critérios. Essa abordagem renovada e focada visa garantir que os recursos cheguem a quem realmente precisa.

Sair da versão mobile