Essa foi a terceira ocasião em que a CPI tentou ouvir o economista, que liderou a instituição monetária entre 2019 e 2024. O senador Fabiano Contarato, presidente da comissão, enfatizou a importância de Campos Neto para os trabalhos da investigação, que visa esclarecer a atuação e a disseminação das facções criminosas no país. A CPI considera o ex-presidente do BC uma fonte valiosa de informações, dada sua experiência no setor.
A primeira aproximação da CPI para ouvir Campos Neto ocorreu em 3 de março, quando uma decisão do ministro André Mendonça do STF transformou a convocação em um convite, tornando opcional a participação do economista. Após essa primeira tentativa frustrada, a CPI reiterou o convite para uma nova data em 31 de março, mas diante da recusa de Neto, a comissão decidiu, naquela mesma sessão, convocá-lo oficialmente para a reunião de agora.
Por ser uma convocação, a presença do ex-presidente do Banco Central é legalmente obrigatória. Após mais uma ausência, os integrantes da CPI avaliam quais medidas poderão ser adotadas diante da situação. O tempo é um fator crítico, considerando que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, já anunciou que não prorrogará os trabalhos da CPI, estabelecendo o dia 14 como o prazo final para a conclusão das investigações e deliberar sobre as questões em pauta.
Enquanto isso, a Comissão segue ouvindo depoimentos, entre eles o do atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, na busca por informações que possam esclarecer as conexões entre o sistema financeiro e o crime organizado no Brasil.
