Messias, que foi indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ocupar a vaga deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso, aposentado em outubro de 2025, reforçou a importância da aceitação democrática, reconhecendo a soberania do Senado em sua decisão. “Me submeti a uma sabatina de coração aberto, de alma leve, espírito franco. Falei a verdade, falei o que penso, demonstrei o que sinto. Agora, a vida é assim, tem dias de vitórias e dias de derrotas. Temos que aceitar”, disse, ressaltando que faz parte do processo democrático saber ganhar e perder.
A rejeição da candidatura de Messias marca um momento histórico — é a primeira vez em mais de 130 anos que um indicado ao STF não consegue a aprovação do Senado. Em suas palavras, ele refletiu sobre o impacto pessoal de ser reprovado, afirmando que a sua vida está nas mãos de Deus e que cada um tem seu plano. O advogado-geral, que deu um enfoque em sua trajetória, destacou que não precisa de um cargo público para seguir sua vida profissional, afirmando ser um servidor público de carreira.
Messias também mencionou os desafios que enfrentou ao longo dos cinco meses do processo de indicação, incluindo uma fase de desconstrução de sua imagem. Ele não deixou de agradecer ao presidente Lula pela honra de participar deste processo, deixando claro que vê isso como uma etapa e não um fim. A análise de sua rejeição e seus próximos passos ainda serão acompanhados com expectativa, dado o peso político de sua candidatura e as implicações para o governo.
