POLÍTICA – “Raul Jungmann, ex-ministro e político de destaque, morre aos 73 anos e deixa legado de compromisso e diálogo na política brasileira”

No último domingo, o Brasil despediu-se de Raul Jungmann, político que deixou uma marca indelével em mais de 50 anos de carreira. O ex-vereador, deputado e ministro nos governose de Fernando Henrique Cardoso e Michel Temer foi vítima de um câncer no pâncreas, e sua morte gerou grande comoção entre amigos, aliados e adversários.

A trajetória de Jungmann é repleta de conquistas e desafios. No governo de Temer, ele destacou-se como Ministro da Defesa e Segurança Pública, onde se tornou uma figura respeitada por sua autoridade e compromisso com as questões nacionais. O ex-presidente Michel Temer manifestou seu pesar em nota, ressaltando que Jungmann “soube servir ao país” e deixou sua marca em diversas áreas do serviço público. Para Temer, sua perda é uma tristeza cívica e uma saudade pessoal.

Ainda na esfera governamental, Paulo Teixeira, atual ministro do Desenvolvimento Agrário no governo Lula, expressou sua gratidão pelo tempo em que Jungmann contribuiu com seu conhecimento e experiência. Teixeira lembrou da generosidade de Jungmann, que participou ativamente do conselho de ex-ministros que ele montou, sempre em busca de diálogo e reflexão.

A reverência ao legado de Jungmann também veio do setor judiciário. O ministro do STF, Gilmar Mendes, descreveu-o como um “homem público de rara integridade” e um membro importante do “dream team” que buscou estabilizar a institucionalidade brasileira a partir de 1988. Mendes viu em Jungmann não só um colega, mas também um amigo de longa data.

Alexandre de Moraes, outro ministro do STF, lembrou-o como um “exemplo de homem público”, destacando suas competências demonstradas, particularmente durante as Olimpíadas no Rio de Janeiro, onde trabalharam juntos na segurança do evento.

Senadores e governadores também se pronunciaram. Randolfe Rodrigues, líder do governo no Senado, mencionou o comprometimento e a habilidade de Jungmann em dialogar, enquanto o governador do Rio Grande do Sul, Marcelo Leite, lamentou a perda de um “homem público de trajetória marcante”.

O Cidadania, o partido ao qual Jungmann era filiado até sua morte, também prestou homenagem, destacando sua continuidade no debate político e a assistência que sempre ofereceu, mesmo após deixar a sigla.

O Instituto Brasileiro de Mineração, onde Jungmann atuava como presidente, comunicou que o velório ocorrerá nesta segunda-feira, restrito a familiares e amigos próximos. Sua partida deixa uma lacuna significativa na política brasileira, mas seu legado perdurará nas memórias e na política que ele ajudou a construir.

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