Essa situação causou revolta entre os deputados que são favoráveis à anistia. Como a pauta já estava fechada para o dia, a estratégia era incluir o PL como extrapauta, mas para isso era necessário ter o voto da maioria absoluta da comissão, o que não aconteceu. A presidente da CCJ lamentou a situação, afirmando que a anistia está sendo usada para barganhas políticas.
O relator da matéria, deputado Rodrigo Valadares (União/SE), também expressou seu descontentamento com a situação, acusando o governo e a esquerda de estarem obstruindo o processo. Deputados favoráveis ao PL condicionaram seu apoio a qualquer candidato à Presidência da Câmara em 2025 ao compromisso com a anistia.
No dia 8 de janeiro de 2023, apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro invadiram as sedes dos Três Poderes em Brasília em um ato que pedia um golpe militar no Brasil. Pessoas envolvidas nos protestos têm sido condenadas pelo Supremo Tribunal Federal por tentativa de golpe de Estado. O relator do projeto argumenta que as condenações são injustas, pois não houve liderança ou apoio militar suficiente para considerar o ato como uma tentativa de golpe.
Diante do adiamento da votação do projeto de anistia, a CCJ passou a discutir a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 8, que limita as decisões monocráticas dos ministros do STF. Um acordo entre governo e oposição definiu que a discussão da PEC será concluída nesta quarta-feira, ficando a votação para uma próxima sessão. A PEC em questão faz parte de um pacote de projetos que visam limitar a atuação do STF e têm avançado na Câmara dos Deputados nas últimas semanas.
