O deputado estadual Maurici informou que quatro manifestantes foram detidos e levados ao 26º Distrito Policial (DP), no Campo Belo, onde apoiadores protestam em frente ao local questionando a detenção como uma prisão política. Cinco manifestantes tiveram ferimentos na cabeça, foram atendidos pelo serviço de saúde e liberados. Marcelo Viola, diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do estado de São Paulo (Sintaema) e membro do Movimento Luta de Classes, destacou que estarão em vigília em frente ao DP até que todos sejam soltos.
Após a aprovação, o documento vai à sanção do governador e será publicado no Diário Oficial do Estado. Tarcísio de Freitas afirmou que a privatização é um grande avanço para o estado, visando a universalização do saneamento, despoluição de mananciais e aumento da disponibilidade hídrica.
No entanto, o movimento contrário à privatização planeja mobilizações futuras, alegando que mais de 50% da população é contra as privatizações no estado de São Paulo, de acordo com pesquisas. Além disso, uma Ação Civil Pública movida por deputados e vereadores do PT em São Paulo questiona na Justiça o parecer que autoriza a venda da Sabesp. O processo pede a nulidade do contrato firmado entre o governo estadual e a International Finance Corporation (IFC), motivado pelo possível conflito de interesse entre a consultora e a Sabesp, uma vez que a IFC é também credora da estatal.
A Agência Brasil solicitou posicionamento à IFC, à Sabesp e ao governo do estado, aguardando manifestação. A espera é para a resposta a respeito da ação movida pelos deputados e as justificativas relacionadas ao processo de privatização da companhia de saneamento básico.
