POLÍTICA – Presidente Lula critica líderes mundiais por resultados ineficientes e círculos de negociação na ONU em debate da Assembleia Geral.

Em um discurso contundente proferido nesta terça-feira (24), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a ineficácia dos líderes mundiais em resolver os problemas globais, ressaltando que estão presos em um ciclo de resultados insuficientes. Ao abrir o debate da 79ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, Lula mencionou o Pacto para o Futuro, um documento adotado pelos países visando fortalecer a cooperação global.

Para o presidente, a difícil aprovação do Pacto demonstra a fragilidade da capacidade coletiva de negociação e diálogo. Ele ressaltou que, mesmo diante da tragédia da pandemia de Covid-19, os líderes mundiais não foram capazes de se unir em torno de um Tratado sobre Pandemias na Organização Mundial da Saúde. Lula destacou a necessidade de dotar a ONU dos recursos necessários para enfrentar as mudanças rápidas no cenário internacional.

Lula ressaltou a importância de uma revisão abrangente da Carta das Nações Unidas, que nunca passou por uma reforma abrangente desde sua fundação, há quase 80 anos. Ele enfatizou que a versão atual da Carta não aborda alguns dos desafios mais urgentes da humanidade, como os diversos conflitos armados que podem evoluir para confrontos generalizados.

Além disso, o presidente brasileiro apontou a necessidade de transformações estruturais na governança global, propondo reformas no Conselho Econômico e Social, na Assembleia Geral, na Comissão de Consolidação da Paz e no Conselho de Segurança. Lula destacou a urgência de uma representação adequada de países emergentes no Conselho de Segurança, que atualmente conta apenas com cinco membros permanentes.

O discurso de Lula na ONU reflete as prioridades do Brasil no G20, com foco no combate às desigualdades, à fome, às mudanças climáticas e à reforma das instituições de governança global. O presidente também participou de reuniões bilaterais e coordenou um evento sobre a defesa da democracia e o combate aos extremismos. Sua presença e atuação na Assembleia Geral das Nações Unidas evidenciam a busca por soluções efetivas para os desafios globais, reforçando a necessidade de uma governança global mais inclusiva e responsiva aos anseios da sociedade.

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