POLÍTICA – O advogado Cristiano Zanin dá autorização para Giuliano Dias se manter em silêncio durante a CPMI agendada para 8 de janeiro.

Na última quarta-feira (30), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, deu autorização para que o ex-ministro Chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República, general Marco Gonçalves Dias, conhecido como G. Dias, possa se manter em silêncio durante seu depoimento na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Atos Golpistas. A CPMI está investigando os atos antidemocráticos que ocorreram no dia 8 de janeiro. O depoimento de G. Dias está programado para acontecer nesta quinta-feira (31).

De acordo com a decisão de Zanin, G. Dias não é obrigado a se autoincriminar ou produzir provas contra si mesmo, tendo em vista o direito previsto na Constituição Federal. Contudo, o magistrado afirmou que, em relação a outros questionamentos que não estejam relacionados a essa proteção constitucional, o ex-ministro não está dispensado de respondê-los, desde que sejam indagações objetivas.

Ao conceder a liminar, o ministro Zanin garantiu a G. Dias o direito ao silêncio, o direito de ter a assistência de seu advogado durante o depoimento, o direito de não ser obrigado a dizer a verdade e o direito de não sofrer constrangimentos físicos ou morais.

É importante lembrar que, em abril deste ano, o general Gonçalves Dias pediu demissão da chefia do GSI após a divulgação de imagens das câmeras de segurança do Palácio do Planalto. Nas imagens, o militar e outros funcionários do GSI são vistos caminhando dentro do Palácio enquanto vândalos depredavam as instalações do edifício público invadido em 8 de janeiro.

No mês de junho, a CPMI dos Atos Golpistas aprovou a convocação de G. Dias para prestar seu depoimento, na condição de testemunha. Em sua fala à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara Legislativa do Distrito Federal, o ex-ministro negou as acusações de omissão ou conivência e afirmou que atuou para proteger o Palácio do Planalto. Além disso, G. Dias alegou ter recebido informações divergentes de membros do GSI na época dos fatos, o que teria contribuído para uma má avaliação da situação.

Com a autorização de Cristiano Zanin para que G. Dias possa permanecer em silêncio durante seu depoimento na CPMI dos Atos Golpistas, o ex-ministro terá a garantia de exercer seus direitos constitucionais. Resta aguardar os desdobramentos desse importante depoimento para a investigação em curso.

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