POLÍTICA – Movimento golpista no Brasil: investigação revela plano para assassinato de autoridades e tentativa de golpe, revelando a cronologia desde antes do governo Bolsonaro.

No dia 8 de janeiro de 2023, o Brasil testemunhou um dos momentos mais marcantes da sua história recente: a invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, em Brasília. Os apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, derrotado nas urnas, clamavam pelo cancelamento das eleições, intervenção militar, a volta do AI-5 e o impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. Contudo, surge a pergunta: quando realmente teve início o movimento golpista que culminou nos atos de 8 de janeiro?

O programa Caminhos da Reportagem, da TV Brasil, traz uma análise profunda da tentativa de golpe, contando com a participação de jornalistas, escritores, senadores, psicólogos, um ministro do STF e o Diretor Geral da Polícia Federal. Todos concordam que o golpe já vinha sendo planejado muito antes do final do governo Bolsonaro.

Um relatório da Polícia Federal revelou o plano intitulado Punhal Verde Amarelo, que incluía o assassinato do presidente Lula, do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro Alexandre de Moraes. O Diretor Geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, ressalta a gravidade da situação, afirmando que a investigação mostrou o quão próximo o país estava de um golpe de Estado.

O jornalista Leandro Demori destaca que o movimento golpista não teve início com Bolsonaro, mas sim em um contexto mais amplo, que se intensificou após eventos como a Lava Jato, o impeachment de Dilma e a prisão de Lula. Juliana Dal Piva reforça a ideia de que o radicalismo foi crescendo ao longo do tempo, culminando na tentativa de golpe durante o governo de Bolsonaro.

A operação da PF, denominada Contragolpe, revelou a participação de militares no plano, que incluía monitoramento do presidente e do ministro do STF. A politização das Forças Armadas e da Polícia é apontada como um dos fatores que contribuíram para esse fenômeno.

Apesar do envolvimento de alguns militares, os entrevistados concordam que as Forças Armadas foram essenciais para a manutenção da democracia, impedindo uma virada de mesa ou um golpe de Estado. O programa traz à tona a importância de reconhecer os perigos da radicalização e da politização das instituições para garantir a estabilidade democrática do país.

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