“O governo vai atuar para que a pauta da Câmara não seja composta por projetos que incentivem a beligerância e a violência política. Devemos nos concentrar em questões econômicas e sociais, com divergências saudáveis entre autores da oposição e da base, para reduzir a intolerância que atingiu níveis preocupantes na semana passada”, declarou o ministro.
Padilha fez referência ao caso da deputada federal Luiza Erundina (PSol-SP), que precisou ser hospitalizada após uma sessão tensa na Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDH) da Câmara. O clima acirrado na política levou ao limite da agressão, evidenciando a necessidade de mudanças na conduta dos parlamentares.
Além disso, o ministro manifestou preocupação com propostas controversas em discussão no Congresso, como a proibição da homologação de delações premiadas de pessoas presas, a equiparação do aborto a homicídio com aumento de pena para 20 anos e a possibilidade de privatização de áreas de acesso às praias. Esses temas têm causado polêmica e divisão entre os parlamentares.
Para evitar confrontos e garantir um ambiente mais pacífico até o recesso parlamentar, que começa em 17 de julho, Padilha sugeriu que o Congresso se concentre em pautas já em andamento, como o Programa Mover, de mobilidade verde e inovação, o programa Acredita, de acesso a crédito para pessoas de baixa renda, e a regulamentação da reforma tributária, juntamente com outras propostas econômicas e sociais importantes para o país.





