Durante uma entrevista à imprensa no Rio de Janeiro, onde participava do G20, Pimenta destacou a gravidade da situação, falando sobre a tentativa de golpe que visava impedir a posse dos líderes eleitos. Ele ressaltou que os eventos relacionados, como a explosão de um caminhão e a tentativa de golpe, têm os mesmos personagens envolvidos, incluindo financiadores ligados aos acampamentos em frente aos quartéis.
O ministro também chamou a atenção para a participação dos chamados “kids pretos”, membros das forças especiais do Exército, nos planos de golpe. Segundo ele, o plano inicial era executar as ações antes da diplomação, porém, foi adiado para o dia 15 de dezembro, com o intuito de atentar contra a vida do presidente, vice e do ministro do STF.
Pimenta ressaltou a importância da investigação da Polícia Federal, que resultou na prisão de cinco suspeitos, incluindo um tenente-coronel, um general da reserva, um major, um policial federal e um oficial. Ele destacou que a participação desses indivíduos em um plano de golpe mostra a gravidade da situação e a necessidade de responsabilização.
Por fim, o ministro enfatizou que crimes contra a democracia não podem ser tolerados, e que a investigação precisa ser levada às últimas consequências para garantir que todos os envolvidos sejam identificados e punidos. Questionado sobre a presença dos suspeitos no esquema de segurança do G20, Pimenta garantiu que não há riscos, pois as forças de segurança têm procedimentos e protocolos internos bem estabelecidos.





