Ab´Sáber destacou que a violência aconteceu após a evasão do ex-presidente Jair Bolsonaro do Brasil, no final de dezembro, e já com um novo governo empossado. Segundo o especialista, os apoiadores de Bolsonaro realizaram esses atos de vandalismo na tentativa de promover uma revolução imaginária, que já não tinha mais viabilidade. Ele também ressaltou que houve um plano estruturado para um golpe de Estado, alimentado pelos acampamentos bolsonaristas.
Na opinião de Ab´Sáber, apesar de não haver uma base sólida para um golpe realmente acontecer, as razões que levaram à insurgência desses indivíduos eram concretas. Ele destacou a influência do fanatismo da extrema-direita e a construção gradual desse ataque ao longo de um mês e meio, incluindo tentativas de paralisação dos caminhoneiros em todo o país.
Além disso, o psicanalista Christian Dunker, da USP, também analisou a situação e apontou que a imaginação dos bolsonaristas foi alimentada por temores antigos, como o risco do comunismo, negacionismo histórico e falta de acurácia política. Dunker esteve em Brasília uma semana antes dos eventos e observou um déficit de segurança nos acampamentos de apoiadores do ex-presidente.
Ambos os especialistas concordaram que é fundamental seguir o rito jurídico e enfatizaram a importância de respeitar a constituição e as leis do país. A Agência Brasil procurou a defesa de Jair Bolsonaro para se manifestar sobre o ocorrido, porém, não obteve resposta até o momento.
Em meio a um cenário de caos e desordem, a invasão e depredação dos prédios públicos em Brasília revelaram um grupo de apoiadores dispostos a agir em nome de uma causa que, para muitos, já era irrelevante e incoerente. É essencial refletir sobre as consequências e responsabilidades de tais atos, buscando o restabelecimento da ordem e respeito às instituições democráticas do país.





