POLÍTICA – Lula se reúne com líderes europeus para discutir acordo comercial entre Mercosul e União Europeia em encontro no Rio de Janeiro nesta sexta-feira.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reunirá nesta sexta-feira, dia 16, no Rio de Janeiro, com Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, e António Costa, presidente do Conselho Europeu. Este encontro, agendado para as 13h no Palácio Itamaraty, promete abordar questões significativas da agenda internacional, além dos próximos passos para o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, que recebeu aprovação da parte europeia na semana passada.

O acordo comercial em questão é um dos maiores já vistos, criando uma zona de livre comércio que englobará uma população de aproximadamente 720 milhões de pessoas. Com um Produto Interno Bruto (PIB) combinado estimado em US$ 22 trilhões, esse pacto tem o potencial de transformar as relações comerciais entre as duas regiões, proporcionando oportunidades significativas de crescimento econômico e investimentos.

Além das discussões sobre o acordo, outros temas relevantes da política e economia internacional devem ser destacados durante a reunião. Ambos os líderes estão conscientes da importância de aproximar as economias brasileira e europeia, especialmente em um contexto global em constante mudança. Estão previstas para o encontro declarações conjuntas à imprensa, onde os mandatários devem compartilhar as principais conclusões do diálogo.

No dia seguinte, no sábado, uma cerimônia de ratificação do acordo será realizada em Assunção, no Paraguai, marcada pela presença de líderes europeus e ministros das Relações Exteriores dos países do Mercosul. Este evento simboliza o comprometimento mútuo e a intenção de fortalecer laços comerciais e diplomáticos entre as regiões.

A expectativa é de que a reunião ajude a pavimentar o caminho para uma implementação mais ágil do acordo, cujas negociações se arrastaram por anos, e que finalmente parece estar a um passo de se concretizar. Com a pressão global por acordos comerciais robustos e a necessidade de diversificação econômica em um cenário impactado pela pandemia e por crises econômicas, o resultado dessa conversa poderá ter um impacto significativo nas economias de ambas as partes.

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