A cirurgiã responsável pela operação, Cristina Abdala, explicou que a lesão retirada trata-se de um carcinoma basocelular, um tipo comum de câncer de pele, geralmente associado à exposição solar. “É uma lesão localizada e não apresenta risco de disseminação para outras partes do corpo. Quando ela cresce, seu tratamento é a remoção”, detalhou Abdala, ressaltando a frequência desse tipo de caso.
Além da remoção da lesão, Lula também recebeu tratamento para uma tendinite na mão direita, através de infiltração. Kalil, o médico que acompanha o presidente, garantiu que a recuperação não afetará a agenda de trabalho dele. “Recomendamos que ele evite grandes eventos nos próximos dias. Lula não usará medicação após a cirurgia, e a ferida resultante do procedimento exigirá cuidados curativos, como o uso de chapéu, enquanto ele retoma sua rotina normal”, acrescentou.
O médico ainda classificou a recuperação como tranquila e afirmou que os cuidados pós-operatórios não impactarão a campanha presidencial. “A resposta é não, a intervenção não interferirá nas atividades de campanha dele. O que pode acontecer é que Lula apareça usando um chapéu, situação que já foi vista em outras ocasiões”, declarou Kalil.
O presidente chegou ao hospital por volta das 7h da manhã e o procedimento foi agendado com antecedência, não sendo uma emergência. Lula esteve acompanhado pela primeira-dama, Janja da Silva, durante toda a internação. A expectativa é que ele siga em repouso nos próximos dias, mas sem comprometer seu papel nas atividades políticas e compromissos da presidência.
