Ele enfatizou que a aplicação da inteligência artificial nas disputas eleitorais é inaceitável, argumentando que, no contexto das eleições para cargos como prefeitos e governadores, sua utilização pode levar a distorções e manipulações inaceitáveis. “As bancadas aprovaram algo que vai fomentar o uso de robôs na eleição. Eu certamente vetarei”, declarou Lula, deixando claro seu compromisso em atuar contra o projeto, inclusive trabalhando para que não obtenha aprovação no Senado.
A minirreforma, que passou em uma votação simbólica na semana anterior e sem o registro habitual em painéis, tem sido alvo de críticas por parte de diversas entidades da sociedade civil. A permissão para o envio de mensagens automatizadas é vista como uma ameaça ao controle sobre a disseminação de informações durante as campanhas. Lula destaca que essa mudança poderia favorecer um cenário em que conteúdos digitais se espalham sem a devida regulamentação.
O presidente também abordou a questão dos recursos públicos destinados a partidos e parlamentares, criticando a promiscuidade política que resultou da existência de fundos eleitorais robustos. Ele revelou uma mudança em sua perspectiva sobre o financiamento partidário, afirmando que antes apoiava o fundo, mas que agora se opõe a ele devido ao impacto negativo que teve na política.
Ao ser questionado sobre a atual polarização política, Lula observou que esse fenômeno não se restringe ao Brasil, mencionando a intensa divisão entre democratas e republicanos nos Estados Unidos. Ele defendeu uma reflexão sobre a influência dos algoritmos das redes sociais na vida pública e no comportamento social, reforçando a importância de não perder o humanismo em meio a esse contexto digital exacerbado. A entrevista contou com a participação de influenciadores e jornalistas, ampliando o alcance das discussões abordadas.
