Em um referendo que será realizado pela Venezuela neste domingo (3), a população será consultada sobre o apoio à anexação da área disputada. Segundo Lula, esse referendo promovido pelo governo venezuelano de Nicolás Maduro é uma tentativa de fortalecer a posição do país na disputa.
A região de Essequibo, objeto da disputa, representa 75% do território guianês e tem sido reivindicada pela Venezuela desde o século XIX. Apesar de defender uma solução diplomática, o Brasil tem aumentado a presença de militares em suas fronteiras com ambos os países devido à tensão crescente.
A Guiana controla efetivamente a área em questão desde a demarcação da fronteira em 1905, enquanto a Venezuela defende que o limite seja o Rio Essequibo, alegando que a fronteira atual foi definida de forma fraudulenta em 1899. Além disso, a área em disputa inclui parte do campo de Stabroek, cujas reservas de petróleo estimadas em cerca de 11 bilhões de barris são exploradas em parceria com empresas como ExxonMobil e CNOOC.
A Corte Internacional de Justiça (CIJ) em Haia tem analisado a questão desde 2018, por orientação da Organização das Nações Unidas (ONU), mas a Venezuela se recusa a aceitar a jurisdição do tribunal sobre o tema. Os venezuelanos defendem que o Acordo de Genebra de 1966, assinado antes da independência da Guiana, é o instrumento válido para buscar alternativas pacíficas para resolver a controvérsia.
Lula ressaltou a importância de evitar conflitos e buscar o diálogo para resolver a disputa entre Venezuela e Guiana. Em sua opinião, a guerra só acontece quando falta o bom senso e o poder da palavra se esgota. Ele destacou a necessidade de trabalhar com disposição para melhorar a vida do povo e evitar brigas e conflitos desnecessários.
