O MST, uma das organizações camponesas mais expressivas do país e um aliado histórico do governo Lula, tem manifestado suas preocupações em relação às ações governamentais voltadas para a agricultura familiar. Um dos principais pontos críticos levantados pelo movimento é a lentidão no assentamento de novas famílias em áreas desapropriadas. O MST tem enfatizado que o atual governo tem se concentrado na regularização de assentamentos antigos, o que acaba inflacionando os números de famílias assentadas, mas não resulta em um aumento efetivo na área total de terras destinada à reforma agrária.
A realidade hoje é desafiadora: o MST alega que cerca de 100 mil famílias seguem acampadas, ansiosas por uma solução, e, somadas a outros movimentos sociais, esse número chega a 142 mil, todos com cadastros no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Esse cenário reflete uma demanda urgente por políticas mais eficazes no setor.
Em contrapartida, em 2022, o governo brasileiro fez a entrega de 12,2 mil novos lotes de terras, abrangendo 385 mil hectares em 24 estados. Essas ações foram parte do programa denominado “Terra da Gente”, que se propõe a assentar 295 mil famílias em novas áreas até 2026. Embora os esforços do governo sejam reconhecidos, o MST clama por uma mudança mais significativa e abrangente na realidade da reforma agrária, em busca de um futuro mais justo e igualitário para os trabalhadores rurais. A participação de Lula no evento poderá ser uma oportunidade crucial para reafirmar compromissos e apresentar novas diretrizes que atendam às demandas históricas do movimento.






