O governo ressalta que o programa foi elaborado em conjunto com estados, especialistas e forças de segurança pública, tendo como principal objetivo desarticular as estruturas econômicas, operacionais e sociais que sustentam essas organizações. O pacote de medidas se estrutura em quatro eixos principais: a asfixia financeira das organizações criminosas, o fortalecimento da segurança no sistema prisional, a qualificação das investigações e esclarecimentos de homicídios, além do combate ao tráfico de armas.
Durante uma coletiva de imprensa realizada na semana passada, Lula enfatizou a urgência de atacar o poder financeiro das facções criminosas, indicando que o crime organizado se tornou um fenômeno global com vínculos em diversos setores, como o esporte, a política e até mesmo o judiciário. Ele destacou a necessidade de uma articulação internacional para enfrentar esses grupos e suas redes. “Estamos falando de organizações que operam como empresas multinacionais e estão ativadas em vários países. Precisamos de uma frente unificada para combater essa realidade”, declarou o presidente.
A formalização do Brasil Contra o Crime Organizado ocorrerá através de um decreto presidencial e quatro portarias que estabelecerão as diretrizes para adesão dos estados aos recursos disponíveis no BNDES. Essa iniciativa reflete uma estratégia integrada e multifacetada que busca não apenas atacar a criminalidade de forma imediata, mas também instaurar medidas que promovam a segurança pública a longo prazo, demonstrando um compromisso do governo federal em colaborar com as esferas locais no combate ao crime organizado.
