O Hospital Federal Cardoso Fontes, integrante do Sistema Único de Saúde (SUS), está previsto para ter um orçamento anual de R$ 610 milhões, alocados especificamente para o custeio de serviços de média e alta complexidade. Essa ação busca não apenas melhorar a qualidade do atendimento, mas também garantir que a população tenha acesso a serviços essenciais de saúde, que são frequentemente sobrecarregados e mal distribuídos.
Uma das mudanças mais significativas foi a municipalização da administração do hospital, realizada por meio de uma parceria estabelecida em dezembro de 2024 com a Prefeitura do Rio de Janeiro. Desde essa transferência de gestão, de acordo com informações do Ministério da Saúde, a unidade tem ampliado sua capacidade de atender pacientes e realizar procedimentos, o que é de extrema importância em um cenário onde a saúde pública muitas vezes enfrenta desafios graves.
Lula comentou sobre a utilização política dos hospitais federais da região, uma prática que buscou-se corrigir com a descentralização da gestão. Ele destacou que os hospitais costumavam ser usados como moedas de troca nas campanhas eleitorais, com a presença de deputados em cargos administrativos, o que muitas vezes resultava em ineficiências e problemas estruturais nos serviços de saúde.
Além do Cardoso Fontes, outros cinco hospitais federais no Rio de Janeiro também estão em processo de reestruturação. O Hospital Federal do Andaraí, por exemplo, já opera sob gestão municipal, promovendo melhorias semelhantes.
O governo, por meio do Ministério da Saúde, tem trabalhado em colaboração com entidades como a Ebserh, o Grupo Hospitalar Conceição (GHC), a Fiocruz e universidades federais, para revitalizar a rede federal de saúde no estado. Este esforço inclui o investimento de mais de R$ 1,4 bilhão entre 2024 e 2025, focando na ampliação do acesso a serviços essenciais, na reabertura de leitos e na modernização da infraestrutura hospitalar, além da melhoria da logística e dos modelos de gestão das unidades de saúde. A expectativa é de que essas medidas contribuam para a superação de problemas históricos, como emergências fechadas e falta de profissionais qualificados.







