Essa indicação, já anunciada anteriormente em novembro do ano passado, havia enfrentado obstáculos devido à falta de suporte político na época. Contudo, com o cenário político se reorganizando, a mensagem que oficializa a nomeação de Messias está prestes a ser formalmente encaminhada. Ele assume a vaga que pertenceu ao ministro Luís Roberto Barroso, que se aposentou de forma antecipada em outubro de 2025.
Durante sua trajetória na Advocacia-Geral da União, Messias expressou a importância do diálogo e da conciliação como ferramentas essenciais para a resolução de conflitos. Em suas declarações, reafirmou seu compromisso de manter um relacionamento harmonioso com os senadores, destacando sua intenção de trabalhar pela pacificação e estabilidade no país.
Para que a nomeação de Messias prossiga, ele terá que passar por um processo de sabatina na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, onde seu nome precisará ser aprovado. Posteriormente, a votação ocorrerá no plenário da Casa. A data da sabatina ainda não foi definida, mas a expectativa é de que a análise ocorra em breve.
Com 46 anos, se aprovado, Messias possui a possibilidade de permanecer no cargo por até 29 anos, considerando a aposentadoria compulsória que ocorre aos 75 anos. Natural do Recife, ele é procurador da Fazenda Nacional desde 2007 e tem uma sólida formação acadêmica, com graduação em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e mestrado e doutorado pela Universidade de Brasília (UnB). Sua experiência inclui a atuação como subchefe para Assuntos Jurídicos durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff, antes de assumir a AGU no atual governo, em 1º de janeiro de 2023. Essa nomeação, se concretizada, poderá trazer novos desafios, debates e um impacto significativo na futura composição do STF.
