Durante sua intervenção, Lula enfatizou que as crises provocadas por conflitos armados impactam principalmente os mais vulneráveis da sociedade. Ele fez um paralelo entre as decisões de líderes mundiais e suas consequências, questionando a falta de responsabilidade dos governantes: “O Trump invade o Irã e aumenta o preço do feijão no Brasil, o milho no México e a gasolina em outros lugares. São os pobres que arcam com a irresponsabilidade de guerras indesejadas”, ponderou. O presidente lembrou que o mundo enfrenta desafios urgentes como a fome, o analfabetismo e as consequências da pandemia da COVID-19, ressaltando que “não precisamos de mais guerras”.
Lula também exprimiu sua preocupação com a crescente quantidade de conflitos armados que assola o planeta, indicando que o atual cenário é o mais grave desde a Segunda Guerra Mundial. Em sua visão, é imperativo que a Organização das Nações Unidas tome uma postura mais proativa, convocando reuniões extraordinárias para discutir soluções. Ele destacou que é inaceitável que líderes de grandes potências imponham suas vontades sem consultar a ONU, subvertendo o diálogo e a diplomacia internacional.
Além de criticar as guerras em andamento, como a invasão da Ucrânia pela Rússia e o conflito entre Israel e Gaza, o presidente brasileiro manifestou seu descontentamento com a falta de ação coletiva dos países. “A democracia nas Nações Unidas depende do envolvimento de todas as nações. Fortalecer o multilateralismo é um dever nosso”, reiterou.
Na mesma linha, Lula abordou o impacto desestabilizador das plataformas digitais na política, solicitando que a ONU conduza um debate sobre a regulação dessas ferramentas. Para ele, a disseminação de desinformação tem prejuízos profundos nas democracias contemporâneas, e é crucial garantir que a soberania eleitoral de cada país seja respeitada.
O Fórum Democracia Sempre, que reúne representantes do Brasil, Espanha, Colômbia, Chile e Uruguai, serve como uma plataforma para discutir esses e outros temas relevantes. Lula também tem uma agenda na Europa que inclui uma visita à Hannover Messe na Alemanha, a maior feira de inovação do mundo, onde o Brasil será destaque, e finalizará com uma visita de Estado a Portugal. A viagem é uma oportunidade para fortalecer laços e discutir compromissos internacionais.







