Durante o evento, Lula ressaltou as vantagens do etanol brasileiro, produzido a partir da cana-de-açúcar. Ele destacou que essa fonte de energia não apenas gera uma quantidade significativa de energia por hectare cultivado, mas também apresenta uma das menores pegadas de carbono globalmente, reduzindo as emissões em até 90% em comparação à gasolina. O presidente contrastou essa realidade com a meta da UE de alcançar a marca de 50% de fontes renováveis em sua matriz energética até 2050, afirmando que o Brasil já atingiu esse objetivo antecipadamente em 2025.
Em seu discurso, o presidente apontou que o transporte representa um dos principais obstáculos à descarbonização na Europa. Contudo, mesmo diante deste cenário, a União Europeia está reconsiderando suas políticas em relação aos biocombustíveis. Lula criticou propostas que, segundo ele, desconsideram práticas sustentáveis na utilização de terras brasileiras, enfatizando que essa abordagem pode prejudicar a oferta de energia limpa para o consumidor europeu num momento delicado.
Ele também mencionou a implementação, em janeiro, de um “mecanismo unilateral” que calcula as emissões de carbono sem levar em conta os baixos índices gerados pelo modelo produtivo brasileiro, que é amplamente baseado em fontes renováveis. Para Lula, essas iniciativas são perigosas, pois podem inviabilizar a disponibilidade de energia limpa.
Ao concluir sua fala, o presidente expressou o desejo do Brasil de não apenas continuar em sua trajetória de desenvolvimento, mas de se tornar uma nação desenvolvida. Ele finalizou seu discurso convidando investidores e países a considerar o Brasil como uma opção viável para a produção de energia sustentável e econômica, ressaltando as oportunidades que o país oferece na transição energética global.







