Lula destacou que, em vez de reformar a ONU para torná-la mais inclusiva e representativa, a proposta de Trump visa concentrar o poder nas mãos de poucos. O presidente brasileiro defendeu uma reforma no órgão, que incluiria novos membros permanentes no Conselho de Segurança, como Brasil, México e países africanos, ressaltando que a atual configuração ignora as necessidades e realidades de diversas nações.
Além disso, Lula mencionou suas conversas com líderes de várias potências mundiais, como Xi Jinping (China), Vladimir Putin (Rússia) e o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi. Ele enfatizou sua intenção de trabalhar pela preservação do multilateralismo e pela promoção da paz, buscando um diálogo que contraponha a força e a intolerância que predominam em algumas esferas internacionais.
O presidente também expressou indignação em relação aos recentes eventos na Venezuela, que, segundo ele, evidenciam a falta de respeito à soberania nacional e à integridade territorial. Lula condenou as ações dos Estados Unidos em relação ao país vizinho, afirmando que a América do Sul deve se manter livre de intervenções externas.
Em sua fala, o presidente reafirmou que o Brasil não tem interesse em estar sob o domínio de outras nações e que suas relações internacionais devem ser pautadas pela igualdade e respeito mútuo. Ele criticou a conduta belicosa de Trump e expressou sua preferência por resolver conflitos por meio do diálogo e da diplomacia, rejeitando qualquer forma de imposição.
O Encontro do MST, que celebrou seus 42 anos, contou com a presença de mais de 3 mil trabalhadores e tratou de temas como reforma agrária e produção sustentável. Ao final, foi entregue uma carta ao presidente, reafirmando o compromisso do movimento com a luta contra o imperialismo e em defesa da soberania nacional, culminando em um chamado à sociedade para se unir na luta por direitos e justiça social.






