Recentemente, Trump lançou ameaças de um potencial genocídio contra o Irã, caso o país não aceitasse as condições americanas para uma resolução do conflito no Oriente Médio. Lula, por sua vez, destacou que a integridade territorial e a soberania de nações devem ser respeitadas, reiterando que nenhuma nação tem o direito de intervir nos assuntos internos de outra. Para ele, a falta de líderes mundiais que promovam a responsabilidade global é alarmante, ressaltando que “o planeta não pertence a um único país”.
Além disso, o presidente brasileiro comentou sobre o risco de uma terceira guerra mundial, alegando que a atual política intervencionista de Trump poderia levar a uma tragédia ainda maior do que a Segunda Guerra Mundial. Ele expressou preocupação sobre a possibilidade de conflitos globais se a lógica de beligerância prevalecer.
Em relação a Cuba, Lula denunciou o endurecimento do bloqueio econômico que já dura sete décadas, chamando a atenção para a hipocrisia de aqueles que criticam o regime cubano, mas separam suas preocupações sobre a gravíssima situação no Haiti, que enfrenta uma crise humanitária sem igual. Segundo ele, é inconcebível um país sobreviver sem o essencial, como alimento e combustível.
Sobre a Venezuela, Lula defendeu a realização de eleições em 2024 e a importância de respeitar o resultado, sem intervenções externas. Ele rejeitou o envolvimento da potência americana na administração dos assuntos venezuelanos.
Por fim, em relação às questões comerciais, Lula lembrou de sua abordagem pragmática com Trump, afirmando que as relações entre países devem se basear em interesses mútuos, desvinculadas de ideologias. Essa postura pragmática foi recompensada com a recente retirada de tarifas que afetavam produtos brasileiros, demonstrando o potencial de diálogo entre as duas nações.
