Lula enfatizou que a narrativa de que o Irã possui armas nucleares é infundada, afirmando que a nação persa vive um estado de privação desnecessária. “Não há armas nucleares lá”, destacou, reforçando que divergências políticas não deveriam resultar em ações bélicas. Ele se manifestou, ainda, sobre a cultura milenar e a população significativa do Irã, ressaltando que a guerra não é a solução.
Além de abordar a questão internacional, o presidente também expressou sua preocupação com os altos custos do diesel no Brasil. Com o país dependendo da importação de 30% do combustível que consome, a volatilidade dos preços internacionais gera impactos diretos nas cadeias produtivas, afetando o transporte de alimentos e mercadorias. Lula garantiu que o governo está monitorando o setor para identificar e coibir aumentos exagerados nos preços, anunciando a colaboração com a Polícia Federal e Procons dos estados para essa fiscalização rigorosa.
Ele criticou a privatização da BR Distribuidora, ocorrida durante o governo anterior, afirmando que isso prejudica a transferência de redução de preços aos consumidores. Para enfrentar a alta dos combustíveis, espera-se a publicação de uma medida provisória que instituirá um subsídio ao diesel importado, com a expectativa de que cerca de 80% dos estados já manifestaram disposição para aderir à proposta.
Em meio a esse cenário, os combates entre EUA e Israel contra o Irã completaram um mês sem qualquer indicação de um acordo que possa abrir caminho para a paz. A situação no Oriente Médio se agrava, especialmente com o fechamento do Estreito de Ormuz, um ponto estratégico que afeta 20% do transporte de petróleo mundial e que, como resultado, já trouxe uma elevação significativa nos preços do barril de petróleo. A escalada do conflito não apenas cria incertezas geopolíticas, mas também gera preocupações ambientais, conforme apontado por especialistas.





