POLÍTICA – Lula apoia Michelle Bachelet como a primeira mulher da América Latina na liderança da ONU em meio a articulações diplomáticas para a nova eleição.

Na última segunda-feira, 11 de setembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu a ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet, no Palácio do Planalto. A reunião ganha destaque por se tratar de uma conversa sobre a candidatura de Bachelet ao cargo de secretária-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), uma posição que, até hoje, nunca foi ocupada por uma mulher. Lula destacou em uma postagem em suas redes sociais que a vasta experiência política de Bachelet, somada ao seu profundo conhecimento sobre a ONU, a tornam uma candidata qualificada para ser a primeira mulher latino-americana a liderar essa importante instituição internacional.

Durante o encontro, ambos discutiram a necessidade de reformas na ONU e a importância do fortalecimento do multilateralismo em um mundo cada vez mais polarizado. Atualmente, António Guterres, de Portugal, ocupa o cargo de secretário-geral, tendo sido reeleito em 2021 para um segundo mandato que se estende de 2022 a 2026. A próxima transição de liderança na ONU está prevista para ocorrer em 1º de janeiro de 2027, mas as negociações e articulações já estão em andamento.

A candidatura de Bachelet, que foi inicialmente apresentada pelos governos do Brasil, Chile e México em fevereiro, sofreu uma reviravolta em março, quando o novo governo conservador do Chile, sob a liderança de José Antônio Kast, decidiu retirar seu apoio. Apesar desse revés, Brasil e México continuam a apostar na trajetória da ex-presidente chilena. O princípio da rotatividade na ONU reforça a ideia de que o próximo secretário-geral deve vir da América Latina e do Caribe, reafirmando a posição dos países da região em prol de uma representação equitativa.

Michelle Bachelet, de 74 anos, tem uma carreira política notável, tendo governado o Chile em dois mandatos, entre 2006 e 2010, e de 2014 a 2018. Além de ter ocupado cargos ministeriais nas áreas de defesa e saúde, Bachelet é reconhecida por seu ativismo durante a ditadura chilena. No cenário internacional, sua experiência inclui a liderança do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos e da ONU Mulheres, onde trabalhou incansavelmente em defesa da igualdade de gênero e direitos humanos. A candidatura dela à ONU não é apenas uma questão de liderança, mas também de simbolismo em uma organização que precisa urgentemente de vozes diversas e representativas.

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