Em sua declaração a jornalistas, Lula enfatizou a importância do diálogo entre os dois líderes. Ele afirmou que Brasil e Estados Unidos são as principais democracias do Ocidente e destacou a necessidade de manter um contato direto entre os chefes de Estado para discutir questões relacionadas às relações Brasil-Estados Unidos. “No começo de março, vou a Washington porque é fundamental que conversas sobre a boa relação entre nossos países ocorram de forma direta”, declarou o presidente.
Durante a conversa, Lula também mencionou sua esperança de que as relações voltem à normalidade em um futuro próximo. “Estou convencido de que vamos fortalecer o multilateralismo e impulsionar o crescimento das economias, que é o que a população espera”, acrescentou. Na véspera, os presidentes discutiram, por telefone, uma variedade de temas, incluindo a situação da Venezuela, um plano de paz para a Faixa de Gaza e a luta contra o crime organizado.
Enquanto estava no Panamá, Lula foi questionado sobre a crise venezuelana e a presença militar dos EUA na região. Ele revelou que já havia conversado com a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, e planeja contatá-la novamente para discutir a situação no país. “Espero que ela consiga lidar com esses desafios. É vital que os EUA respeitem a soberania da Venezuela e permitam que o povo venezuelano encontre suas próprias soluções”, afirmou.
Além disso, Lula destacou seus esforços para dialogar com outros líderes globais em defesa do multilateralismo, mencionando conversas recentes com figuras como o presidente da França, Emmanuel Macron, e o presidente do Chile, Gabriel Boric. Este enfoque nas relações exteriores reflete um esforço do governo brasileiro para retomar seu papel no cenário internacional.






