Em sua fala inicial, o indicado manifestou preocupação com a percepção pública de que cortes supremas resistem à autocrítica e à evolução institucional, o que, segundo ele, pode influenciar negativamente a relação entre a justiça e a democracia. Ele destacou a necessidade de que o STF se mantenha receptivo a melhorias, ressaltando que em uma República, todos os Poderes devem se submeter a normas e limites.
Este discurso se dá em um momento crucial, onde o STF está em discussão sobre a elaboração de um código de ética destinado a regular as atividades dos magistrados. Messias afirmou: “Demandas da sociedade por transparência, prestação de contas e escrutínio público não devem ser encaradas como constrangimentos”. Para ele, o aperfeiçoamento institucional do STF pode também servir como uma defesa contra discursos autoritários que pretendem deslegitimar a atuação do Judiciário.
O indicado ressaltou que é um dever do Supremo se renovar com uma visão clara e institucional, para que continue robusto e respeitado, exatamente o que o Brasil precisa. Em sua visão, a confiança da sociedade no STF depende da efetividade em promover transparência e controle. “A democracia começa pela ética dos nossos juízes”, acrescentou.
A sabatina de Jorge Messias contará com a participação de 27 senadores que poderão questioná-lo sobre sua trajetória e suas propostas. Atualmente, como advogado-geral da União, Messias busca conquistar o apoio de 41 dos 81 senadores para ocupar a vaga deixada pela aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso. A expectativa é alta, e o resultado dessa sabatina poderá impactar significativamente a composição e a atuação do Supremo nos próximos anos.







