A nova estratégia de combate ao crime organizado foi formulada com base em quatro eixos principais, os quais contam com um investimento total de R$ 1,06 bilhão e uma linha de crédito de R$ 10 bilhões, que deverá ser liberada ainda neste ano. Os eixos definidos são focados em: asfixia financeira das organizações criminosas, fortalecimento da segurança no sistema prisional, qualificação das investigações de homicídios e combate ao tráfico de armas, munições e explosivos.
Esses pilares foram elaborados como resposta às estruturas de poder que sustentam o crime organizado: a obtenção de lucro através de atividades ilícitas, o controle sobre as prisões, a resposta ineficaz à violência e o poder bélico das facções. O governo enfatiza a necessidade de uma colaboração efetiva entre as esferas federal, estadual e municipal para enfrentar o problema de forma mais coesa e estruturada.
Além da alocação significativa de recursos diretos, o programa propõe a criação de uma linha de crédito destinada a estados e municípios para a compra de viaturas, equipamentos de proteção, drones e tecnologias de monitoramento, bem como para a reforma de estabelecimentos prisionais.
O primeiro eixo do programa tem como foco a mitigação dos fluxos financeiros que alimentam as atividades ilícitas, com um aporte federal de R$ 388,9 milhões. Este eixo inclui a instalação de comitês integrados de investigação financeira e a utilização de novas ferramentas tecnológicas para análise de dados. Já o segundo eixo, voltado para a segurança prisional, planeja um investimento de R$ 330,6 milhões, visando implementar controle aprimorado e vigilância nas unidades prisionais.
No tocante à investigação de homicídios, o terceiro eixo buscará aumentar a eficiência das polícias científicas e a qualificação das investigações, com a destinação de R$ 201 milhões. Por fim, o quarto eixo dedicado ao tráfico de armas e explosivos contará com recursos de aproximadamente R$ 145 milhões, projetando um fortalecimento das capacidades de rastreamento e investigação.
O cronograma do programa contempla operações mensais que integrarão as forças estaduais e federais, refletindo uma abordagem coordenada e multifacetada para enfrentar a complexa questão da criminalidade organizada no Brasil.





