Durante o evento, o presidente em exercício, Geraldo Alckmin, enfatizou a importância do diálogo e a construção de propostas concretas para combater todas as formas de discriminação e ódio. Ele destacou a contribuição significativa e histórica da comunidade judaica para o desenvolvimento do Brasil, abrangendo áreas como ciência, cultura, medicina e negócios. Alckmin afirmou que o governo busca não apenas justiça para essa comunidade, mas também promover valores essenciais à civilização.
A ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, reforçou que o combate ao antissemitismo está alinhado ao compromisso do governo Lula de enfrentar todas as formas de preconceito. Ela mencionou a relevância da primeira visita de Estado de um presidente brasileiro a Israel, ocorrida em 2010, argumentando que a diplomacia brasileira sempre defendeu a paz e a coexistência entre Israel e Palestina.
A ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo, fez um alerta sobre a relação intrínseca entre a preservação da democracia e o combate às manifestações de ódio. Ela enfatizou os riscos que a intolerância representam para as instituições democráticas.
Claudio Lottenberg, presidente da Confederação Israelita do Brasil, descreveu o encontro como crucial em um momento de crescente antissemitismo global. Para ele, a reunião incentivou a visibilidade do problema e a necessidade de ações conjuntas entre o Estado e a sociedade civil.
Central nas discussões, a educação foi destacada como um pilar fundamental. Gleisi Hoffmann sublinhou que políticas educacionais abrangentes podem transformar o atual cenário de intolerância. A professora Lilia Schwarcz, da Universidade de São Paulo, que participou remotamente, ressaltou que, embora a denúncia seja importante, a educação se revela como uma das ferramentas mais eficazes no combate ao antissemitismo. Ela defendeu a ampliação do debate nas escolas e a colaboração com o Ministério da Educação para promover políticas que fomentem a empatia e o reconhecimento da diversidade.
O Brasil possui um firme compromisso histórico contra o antissemitismo e todas as formas de discriminação étnica, racial e religiosa, respaldado pela Constituição Federal de 1988 e por legislação específica que criminaliza tais práticas. Além disso, tratados internacionais ratificados pelo Brasil, como a Declaração Universal dos Direitos Humanos, reforçam esse compromisso, oferecendo um arcabouço legal robusto para a luta contra a intolerância.
