POLÍTICA – General Augusto Heleno manifestou defesa de “virada de mesa” e “rompimento institucional” antes das eleições em reunião do governo Bolsonaro

Em uma reunião da cúpula de governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, que foi divulgada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o general Augusto Heleno defendeu a possibilidade de rompimentos institucionais e uma “virada de mesa” antes das eleições de 2022. Durante esse encontro, ele também manifestou preocupação com a possibilidade de vazamentos sobre a atuação de agentes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

A reunião, que foi revelada na última sexta-feira, faz parte da Operação Tempus Veritatis, deflagrada pela Polícia Federal para investigar uma suposta organização criminosa que teria tentado realizar um golpe de Estado em 8 de janeiro de 2023.

No vídeo, Heleno demonstra preocupação com a possibilidade de agentes da Abin estarem sendo estrategicamente infiltrados no ano eleitoral. Ele chegou a mencionar que estava montando um esquema para acompanhar as atividades dos dois lados, mas foi interrompido por Bolsonaro, que pediu para que a conversa fosse levada para o âmbito particular.

O general Heleno retomou sua fala manifestando a segunda preocupação, afirmando que não haveria uma segunda chamada das eleições, e que qualquer ação teria que ser realizada antes do pleito. Ele inclusive propôs a Bolsonaro a possibilidade de promover um rompimento institucional para permanecer no poder, afirmando que seria difícil realizar qualquer mudança após as eleições.

Essas declarações causaram polêmica e levantaram suspeitas sobre possíveis intenções de evitar um processo eleitoral legítimo. O fato de um alto membro do governo ter cogitado rompimentos institucionais levanta preocupações sérias sobre a saúde democrática do país e a manutenção do processo eleitoral justo.

As declarações do general Augusto Heleno geraram debates e questionamentos sobre a postura do governo e a manutenção da democracia. As chamadas para um rompimento institucional e uma possível “virada de mesa” antes das eleições levantam sérias dúvidas sobre os compromissos do governo com a ordem democrática e a realização de eleições livres e justas. Esses acontecimentos demonstram a necessidade de se manter vigilante em relação à defesa das instituições democráticas e dos processos eleitorais no Brasil.

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